
quem não teve um livro de poesias?
um caderno de recordação, de músicas...
as vezes a gente lê ou ouve uma música, e por um momento,
aquilo parece que foi escrito pra gente.
depois, percebemos que não tem nada a ver né
hoje eu li uma poesia, que gostei e me identifiquei, por um momento...
Sim...
Começaria tudo outra vez...
E se eu faria igual, não sei
Mas sei que não me arrependo de como foi feito
pois no meu gesto mais imperfeito
foi aí que aprendi mais
e foi lapidado às custas de muitas lágrimas
meu coração valente
nesta vontade de ser gente, de ser feliz
de ser capaz, ou não...
Só sei que recomeço
sempre de um novo ponto
e essa nova viagem me leva
cada vez mais longe e firme
certa de que o meu porto nunca foi seguro
simplesmente por não ser aqui
alienígena do meu próprio lugar
enfim me dei conta de que o meu destino
apontava pra muito além
de mim e de minha terra
dos meus sonhos e pequenos planos
fantasias, grandes enganos...
simplesmente para aprender.
Pois é agora que da montanha onde estou avisto o mar, as promessas, os medos
as tempestades por vir ... e não me assusto.
Vem aí mais um ano e com ele mais desafios e prêmios
mais pistas falsas e recompensas.
Mais uma dose
Cada vez menos pose
Cada vez mais eu em mim mesma
Um brinde à vida...
Aos amigos...
Ao amor...
Seja ele do jeito que for,
desde que seja sincero...
As pessoas gostam de coincidencias, repetição de números, ainda mais eu, que brinco que sou uma bruxa, rs
então vou contar uma história.
Num dia 22 comecei a namorar.
Num dia 22 eu fiquei noiva.
Num dia 22 eu me casei
Se minha filha não tivesse tanta pressa, teria nascido dia 22, ela nasceu dia 18
Fiquei num relacionamento por 22 anos
A placa do meu carro era 9224.
E num dia 22, tudo acabou definitivamente.
Não sei se tem algo há ver, ou se é um número bom pra mim.
Não sei se a magia do 22 ainda existirá, rs
mas to curiosa para o próximo dia 22, ou será que acabou?
Nasci no dia 23, e sei que há um monte de coisas falando do dia 23, mas falo dele numa próxima vez.
Episódio de ontem....
Ja fazia muito tempo que eu nao andava a pé, e que horror foi ter que enfrentar a rua em plena garoa de São Paulo. Tbm aprendi que preciso andar mais a pé, que dó de mim, que infelicidade em saber o quanto eu estou folgada e só ando de carro por aí a fora, que horror, mas estou horrorizada é comigo mesma!
Peguei o onibus/troleibus....bem, dentro dele ha um espaço de 4 assentos onde ficam 2 virados de frente para outros 2. Bem, nao atentei ao fato que se nao me segurasse eu poderia escorregar no banco mesmo. Na primeira brecada do onibus, eu cai de frente no colo do homem que estava na minha frente. Disse rapidamente na minha ignorancia de comediante:
- Im sorry!
O que eu escutei?
- Olha moça, eu nao sei o que é esse im sorry mas eu sorry pra senhora tbm....
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Quando desci do onibus onde precisava, nao notei ao andar na calçada que tinha uma certa lombada, bem, abri minhas pernas escorregando legal, uma foi e a outra ficou. Arrumei os cabelos como se nada tivesse acontecido, respirei fundo e corri pro outro lado da praça antes que alguem viesse perguntar se eu estava bem!
Da parada do onibus ate o meu dentista, levei uns 10 tropeções e me xinguei todinha...bem, foi uma lição, vou começar a andar mais, chega de carro!
Bem, é isso aí....
Alguns acham a frase "Eu te amo" muito forte. Eu nao creio que seja assim. O fato de dizer Eu te amo pode transmitir o sentimento daquele momento, como por exemplo eu dizer que amo estar com vc, amo falar com vc, amo sair com vc. Isso nao quer dizer que amanhã eu ainda estarei amando. Só acho que a palavra gostar, essa sim é sem graça.
Então, não me pergunte logo que eu acordar se te amo. Posso responder que te odeio, porque acordo mau humorada. Deixe para perguntar ao anoitecer, quando for dormir, assim, depois de passar o dia todo com você, com seus defeitos, com suas qualidades, eu saberei com certeza qual é o meu verdadeiro sentimento!
Pueblo...
FELIZ ANO NOVO
e eis que ja estamos em 04 de janeiro,
tudo de bom pra todos nós! muita saúde, sorte, sucesso, sorriso, sabedoria, sonhos realizados,
sorte, sagu, sorvete, sexo (as coisas boas que começam com S), rs
e um dinheiro no bolso que é bom, saldo positivo que tambem é bom, ter lutas e vitorias, paz...
pra isso tudo pedimos a Deus e fizemos uma fézinha tambem né.
vai dizer que ninguem passou o ano novo de branco? nao chuparam 12 uvas e guardarão os caroços até o fim de 2010?
que a primeira pessoa que abraçou foi exatamente uma do sexo oposto ao seu? nao comeu lentilha, romã?
pulou com o pé direito, teve um dinheirinho no bolso da calça, rs...
tudo isso pra atrais só coisas boas.
confesso que fiz algumas, vai que dá mesmo certo né, ja estou garantida.. rs
mas isso tudo acreditando que 2010 será um ano bom, um ano melhor que 2009
claro tambem que temos que fazer nossa parte. Independente das simpatias acima,
Deus que abençoe a cada um de nós, nos dando da muita saude, alegria, paz e nos protegendo do mal.
Amém!
Que 2010 seja um ano abençoado!
Hoje, apesar de todos estarem falando em Feliz Natal, Feliz Ano novo, recebi uma noticia triste
uma pessoa que nem conhecia, mas uma pessoa que foi chamada por Deus, pra deixar os seus,
sua familia, seu noivo, com apenas 30 anos de idade... Isso mexeu comigo.
Ela tinha uma vida inteira pela frente,
tantos sonhos prestes a serem realizados, e fica uma pergunta: Por que?
Então, aproveito pra pedir pra voces, que "nos acompanham", ou que nos acharam sem querer,
2010 ta vindo aí, pra que sejamos feliz.
Não devemos ficar esperando o amanhã, porque o amanhã a Deus pertence!
Devemos ir atras logo dos nossos sonhos, e não ficar sentados esperando eles chegarem,
as coisas nao caem do céu, só a chuva.
Que 2010 possamos realizar nossos sonhos, viver cada minuto como se fosse o ultimo,
com muita, muita saúde e alegria, junto das pessoas que amamos, porque se fizermos uma
restrospectiva nas nossas vidas, temos motivos de sobra pra sorrir...
2010 pra mim, especialmente, será um tempo onde tudo será novo,
uma nova vida, menos o amor... que é o de sempre, o ser mais amado (eu)...
Feliz 2010!!! 
Feliz Natal a todos que a essa hora estão se preparando pra que amanha esteja tudo pronto.
Feliz Natal pr'aqueles que a essa hora ja estão com tudo pronto
Feliz Natal pra mim e pra voce, que sempre passa por aqui....
Que o Espírito de Natal esteja conosco e que Deus nos abençõe!
beijos
Cema 
Conversando com um amiga, ela me mandou esse email.
Lembrei que há muito tempo, eu tambem ja tinha recebido
"Nada é impossível "
Lembra da parábola que conta a hist[oria de amor entre o sol e a lua.
É assim: Deus após ter criado o sol e a lua e ter se dado conta de que ambos haviam se
apaixonado perdidamente, então ele criou o eclipse, para que ambos pudessem ao menos
de vez em qdo se encontrar e ter esse momento mágico, lindo e especial.
Portanto,saiba que um eclipse é um momento muito, especial. É o momento em que o sol e
a lua se amam.
Claro e evidente que isso é apenas uma maneira de dizer que nada, nada mesmo é impossível.
Portanto, seja lá o que aconteça em sua vida não perca mais tempo não!
Arregace suas mangas, vá á luta! Desde que não saia do caminho do bem!
Porque nada acontece sozinho!
Dê um passo adiante. Um único passinho e pode ter certeza, mais que absoluta certeza,
que Deus estará te carregando no colo!
Porque longe, é um lugar que não existe, além de nossas cabeças ocas e teimosas..."
(A minha mesmo, é uma cabecinha de melão, ... rs)
Recebi esse email de um amigo e achei interessante postar aqui, bjocas em todos e todas, sei que ando sumidinha, mas é que to trabalhando igual a gente grande rsrsrsrsrs
Hoje, me vi pensando como seria viver em um país de leitores literários. Pode ser apenas um sonho, mas estaríamos em um lugar em que a tolerância seria melhor exercida. Praticar a tolerância é abrigar, com respeito, as divergências, atitude só viável quando estamos em liberdade. Desconfio que, com tolerância, conviver com as diferenças torna-se em encantamento. A escrita literária se configura quando o escritor rompe com o cotidiano da linguagem e deixa vir à tona toda sua diferença – e sem preconceitos. São antigas as questões que nos afligem: é o medo da morte, do abandono, da perda, do desencontro, da solidão, desejo de amar e ser amado. E, nas pausas estabelecidas entre essas nossas faltas, carregamos grande vocação para a felicidade. O texto literário não nasce desacompanhado destes incômodos que suportamos vida afora. Mas temos o desejo de tratá-los com a elegância que a dignidade da consciência nos confere.
A leitura literária, a mim me parece, promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um – homens e mulheres – é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda bem dentro de si um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo. É com esse universo secreto que a palavra literária quer travar a sua conversa. O texto literário nos chega sempre vestido de novas vestes para inaugurar este diálogo, e, ainda que sobre truncadas escolhas, também com muitas aberturas para diversas reflexões. E tudo a literatura realiza, de maneira intransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: "ele falou antes de mim", ou "ele adivinhou o que eu queria dizer".
Adriana, o texto literário não ignora a metáfora. Reconhece sua força e possibilidade de acolher as diferenças. As metáforas tanto velam o que o autor tem a dizer como revelam os leitores diante de si mesmo. Duas faces tem, pois, a palavra literária e são elas que permitem ao leitor uma escolha. No texto literário autor e leitor se somam e uma terceira obra, que jamais será editada, se manifesta. A literatura, por dar a voz ao leitor, concorre para a sua autonomia. Outorga-lhe o direito de escolher o seu próprio destino. Por ser assim, Adriana, a leitura literária cria uma relação de delicadeza entre homens e mulheres.
Uma sociedade delicada luta pela igualdade dos direitos, repudia as injustiças, despreza os privilégios, rejeita a corrupção, confirma a liberdade como um direito que nascemos com ele. Para tanto, a literatura propõe novos discernimentos, opções mais críticas, alternativas criativas e confia no nosso poder de reinvenção. Pela leitura conferimos que a criatividade é inerente a todos nós. Pela leitura literária nos descobrimos capazes também de sonhar com outras realidades. Daí, compreender, com lucidez, que a metáfora, tão recorrente nos textos literários, é também uma figura política.
Quando pensamos, Adriana, em um Brasil Literário é por reconhecer o poder da literatura e sua função sensibilizadora e alteradora. Mas é preciso tomar cuidados. Numa sociedade consumista e sedutora, muitos são leitores para consumo externo. Lêem para garantir o poder, fazem da leitura um objeto de sedução. É preciso pensar o Brasil Literário com aquele leitor capaz de abrir-se para que a palavra literária se torne encarnada e que passe primeiro pelo consumo interno para, só depois, tornar-se ação.
Adriana, o Brasil Literário pode, em princípio, parecer uma utopia, mas por que não buscar realizá-la?
Com meu abraço, sempre, Bartolomeu
Oieeee, hoje de manha ouvi uma musica,
que está tocando nas rádios. Uma música do Zeca Pagodinho.
Eu gosto, tem um balanço gostoso, bem das minhas origens, rs...
A letra diz:
"Manda que eu faço chover, Pede que eu mando parar
Manda que eu faço de tudo, Meu amor, pra te agradar
Uma prova de amor, eu dou se você quiser
Uma prova de amor eu dou, se preciso for
Uma prova de amor eu dou, Quem sabe assim
Você vê todo o bem que tem dentro de mim ..."
Que pretensão a nossa, pobres humanos, quando amamos!
Achamos que podemos tudo!
Mas é que o amor, quando vem, nos deixa tão completo, tão poderoso, tão forte... tão sem palavras... rs
Hoje feriado municipal, e com essa chuva toda, não se tem vontade de fazer nada, né
exceto ler... e foi lendo que encontrei um texto que gostei muito!
Se o amor for grande,
A espera não será eterna,
Os problemas não serão dilemas,
E a distância será vencida.
Se a compreensão insistir,
As brigas fortalecerão-nos,
Os fatos farão-nos rir,
E os diálogos marcarão-nos.
Se o respeito prevalecer,
Os carinhos serão doces e suaves,
Os beijos profundos e cheios de valor,
E os abraços calorosos e confortantes.
Se a confiança existir,
A dúvida se extinguirá,
As perguntas serão respondidas,
E as palavras poderão ser ditas.
Talvez não seja um amor eterno.
E não é um amor doentio,
Nem um amor ideal.
Mas um amor verdadeiro.
Aquele que vence as barreiras
Impostas pela vida e pelas ocasiões.
Aquele que não teme a escolha,
E faz a opção de simplesmente
Ser intensamente vivido.
(Myrian Sartori)
E cai a chuva.
Cai com força, levando consigo tudo que estiver pela frente
Deixando depois, apenas marcas da bela paisagem que um dia existiu
E agora?
Pra onde vai tanta agua?
Por que ela corre com tamanha força?
E o que a gente faz com o que sobrou, se é que sobrou...
Porque nada mais se está inteiro. Tudo está aos pedaços, metades, partes...
Mas pra tudo há um recomeço. O difícil é recomeçar.
Mas com fé, TUDO é possível!
E toda aquela paisagem ficará guardada enquanto se tiver memória
Ou até, se criar uma nova paisagem... Ou a mesma paisagem modificada.
Peça teatral Caseum – Nó na garganta
Ontem (domingo dia 22) fui assistir a peça Caseum, no Teatro Brigadeiro.
Era um romance que se passava na época da ditadura e um dos atores era meu filho Wictor Simões. Confesso que fui só porque se tratava de meu filho, mas meu cansaço era grande. Bem, chegando lá, me sentei em minha poltrona não esperando muito da peça, afinal quase todos eram atores fazendo suas estréias e eu como uma boa crítica, não esperaria muito deles. Assim que as cortinas se abriram, começou com uma cena em que eles corriam pelo palco, como se um estivesse pegando o outro e após alguns segundos, paravam e andavam como se fosse em câmera lenta, tudo ao som de Chico Buarque e Elis Regina. Após essa entrada, que para mim já foi triunfal, todos saíram e assim começou a peça.
Uma senhora encontra-se com uma “suposta” jornalista e essa pede que ela conte os verdadeiros fatos que aconteceram na época da ditadura, no qual essa senhora havia participado. As duas vão para um canto e sentam e a senhora começa então a relembrar os fatos, onde começa acontecer a cena no meio do palco. A luz desaparece das duas que conversam e passa a iluminar apenas o centro do palco onde se passa a historia.
Começa então a época da ditadura quando Castelo Branco ocupou o poder e começou a perseguir os chamados “comunistas”, que ali eram as meninas que tinham seus locais, onde rodavam o jornal criticando o governo e assim vai e que acredito que todos conheçam a historia da época. Entram dois soldados (um deles, meu filho) e o capitão, começam a armar planos para prender as moças e destruir tudo e todos que se colocavam contra o governo da época (1964). O capitão fez um excelente trabalho, a ponto de me deixar com raiva dele, o soldado (meu filho) deu tudo de si ali, me impressionou e até me surpreendeu, achei que ele estivesse batendo de verdade na pobre da menina, tamanha era a fúria que vinha dos olhos dele. Confesso que quis bater nele depois, de tanta raiva. Uma das cenas que me chocou, foi da menina que foi torturada no balde de água, e quando ela foi jogada no canto e toda machucada, a senhora que contava a historia, levanta-se e acolhe a menina no colo, que na verdade, era essa senhora no passado, foi emocionante a ponto de me arrancar lagrimas e arrepios.
A cena em que o capitão simula um estupro na atriz principal, me deixou de boca aberta, pois os dois fizeram parecer real, e até agora ao escrever me sinto arrepiada.
Acredito que quando alguém escreve e encena algo que nos arranca lagrimas, é porque esse alguém é muito bom, mas muito bom mesmo.
A peça teve um final surpreendente que não vou contar aos demais, porque quero que todos assistam. Foi um texto que teve a maioria das cenas com um fundo musical de Elis e Chico Buarque, e no fim, uma das atrizes terminou cantando um solo da musica Afasta de mim esse cálice e bem, aplaudi de pé!
Assim, termino meu relato dando os parabéns ao elenco, aos escritores que me fizeram chorar e me apaixonar pela historia. Creio que cada um deles terá um papel importante na historia da arte desse nosso Brasil. Foi uma estréia marcante e deveriam aproveitar para colocar a peça em andamento por todo o nosso país. Estamos no auge das pessoas que vem à publico ainda procurar parentes desaparecidos da época ou dar seus testemunhos sobre essa época, então creio que seria uma ótima oportunidade para todos aproveitarem.
Parabéns também a professora do E.T.A (estúdio de teatro amador) que fez um belíssimo trabalho com seus alunos.
então gente, começamos a discutir sobre a festa de confraternização: presente, local, dia, horário, quantidade de pessoas...
todo ano a mesma coisa, sempre o mesmo corre - corre. Quando uma pode, a outra não. Normal, né?
Depois de tantos e-mails trocados, acaba dando certo.
E o encontro, independe do dia, local e presentinhos, é sempre muito bom! 
achei este texto lindo, claro que não pude me conter e deixei aqui pra vocês...
Aguém entende o que é isso?
ALMAS QUE SE ENCONTRAM

Dizem que para o amor chegar não há dia, não há hora, nem momento marcado para acontecer. Ele vem de repente e se instala no mais sensível dos nossos órgãos, o coração.
Começo a acreditar que sim. Mas percebo também que pelo fato deste momento não ser determinado pelas pessoas, quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores. Vira tudo às avessas e a bagunça feliz se faz instalada. Quando duas almas se encontram o que realça primeiro não é a aparência fisica, mas a semelhança d'almas. Elas se compreendem e sentem falta uma da outra.
Se entristecem por não terem se encontrado antes, afinal tudo poderia ser tão diferente. No entanto sabem que o caminho é este e que não haverá retorno para as suas pretensões. É como se elas falassem além das palavras, entendessem a tristeza do outro, a alegria, o desejo, mesmo estando em lugares diferentes. Quando almas afins se entrelaçam passam a sentir saudade uma da outra num processo contínuo de reaproximação até a consumação.
Almas que se encontram podem sofrer bastante também, pois muitas vezes tais encontros acontecem em momentos onde não mais podem extravasar toda a plenitude do amor que carregam, toda a
alegria de amar e querer compartilhar a
vida com o outro, toda a emoção contida à espera do encontro fatal.
Desejam coisas que se tornam quase impossíveis, mas que são tão simples de viver. Como ver o pôr-do-sol, caminhar por uma estrada com lindas árvores, ver a noite chegar, ir ao cinema e comer pipocas, rir e brincar, brigar às vezes, mas fazer as pazes com um jeitinho muito especial.
Amar e amar, muitas vezes sabendo que logo depois poderão estar juntas de novo sem que a despedida se faça presente. Porém muitas vezes elas se encontram em um tempo e em um espaço diferentes do que suas realidades possam permitir.
Mas depois que se encontram ficam marcadas, tatuadas e ainda que nunca venham a caminhar para sempre juntas, elas jamais conseguirão se separar. E o mais importante: terão de se encontrar em algum lugar.
Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas porquanto entenderão, por si só, a infinita necessidade que têm uma da outra para toda a eternidade...
Por Edson Pessel